Tenho dentro de mim a força de um milhão de sonhos. E eles clamam, pulsam ardentes, me rogam para que lhes deixem eclodir... Me inspiram vitalidade, são a essência de cada palavra que pronuncio, de cada partícula do meu ser.
A verdade é que vivo pela sua concretização, uns mais nobres do que outros, alguns mais possíveis que outros tantos, cada um com sua peculiaridade, com seu pedaço de mim e um pouco do mundo. Em princípio e conceito, são o que me definem. São o horizonte que nunca chega, mas que sempre e incessantemente busco, e que me funciona de norte, quando nada mais parece adiantar.
Me dizem tola porque sonho, rio porque deixaram de acreditar e de perseguir.
Carolina Ribas
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Sobre um alguém
Há tempos não me sentia daquela forma, era uma pessoa de quem a proximidade me fazia tremendamente bem. Talvez pela suavidade de sua fala, ou então pelo abrigo de seu abraço, o que eu sabia é que a insegurança que me rondava há tempos desaparecia diante de sua presença. Talvez tenha me enxergado nela, talvez o riso frouxo tenha me cativado, não sei... Mas com certeza havia pureza, havia sim eu garanto, e era o que mais me atraía.
Eu pedia em silêncio - Não me deixe- e talvez ela entendesse, pelo menos eu acho que estava estampado no meu rosto, porque era assim, sua autenticidade não me permitia esconder-lhe nada e eu achava incômodo mas bonito, foram poucas as vezes que me senti tão exposta. Tão sincera.
Declamei meu pranto, ela sorriu, divertiu-se com minha juventude tão ingênua e esperançosa ,ali só pra ela. Cantei minhas dores e ela ouviu, com ternura no olhar, sem pronunciar uma palavra sequer, e depois me fez ver tudo de tão incrível que ainda estava por vir. Confessei-me, era em sua frente um livro aberto, e ela soube me ler, cada vírgula, nada ficou despercebido. Era meu deleite e era nosso segredo. Outrora teria me escondido, atrás de uma capa qualquer, me divertia em escolher as capas, mas não com ela.
E a cada passo que dou lembro dela, a cada lágrima que brota seu sorriso me visita ampliando possibilidades, a cada nova frase, a cada novo verso, um pedaço dela se revela.
Carolina Ribas
Declamei meu pranto, ela sorriu, divertiu-se com minha juventude tão ingênua e esperançosa ,ali só pra ela. Cantei minhas dores e ela ouviu, com ternura no olhar, sem pronunciar uma palavra sequer, e depois me fez ver tudo de tão incrível que ainda estava por vir. Confessei-me, era em sua frente um livro aberto, e ela soube me ler, cada vírgula, nada ficou despercebido. Era meu deleite e era nosso segredo. Outrora teria me escondido, atrás de uma capa qualquer, me divertia em escolher as capas, mas não com ela.
E a cada passo que dou lembro dela, a cada lágrima que brota seu sorriso me visita ampliando possibilidades, a cada nova frase, a cada novo verso, um pedaço dela se revela.
Carolina Ribas
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Oxímoro
Era um dia cinza e frio, avulso naquele
verão tão marcado pelo calor sufocante e céu límpido... A brisa morna cedeu
lugar há um doce sopro gelado, que percorreu toda sua espinha, provocando um
arrepio que caracterizou um enorme alívio. Não era só o calor que a vinha
sufocando, mas aquela manhã gélida e triste trouxe consigo uma calmaria esquecida
em algum lugar do passado. A atmosfera melancólica chegava a exalar poesia.
O tempo parecia passar mais devagar
naquela manhã de 25 de janeiro, e uma onda de conformidade tomou seu corpo.
Talvez não fosse tão impossível afinal, de repente por um descuido do acaso os
sonhos se tornariam tão realizáveis que as possibilidades de fracasso não
passariam de números, números e mais números. E afinal de contas, não é que ela
sentia um desprezo secreto por números? E decidiu que assim que deveria ser,
riria das impossibilidades, ignoraria os apelos negativos e se agarraria a toda
e qualquer chance de sucesso. O fracasso era um número, era matemática e ela
nunca ligou tanto assim para matemática.
Preferia crer que a impossibilidade era
uma simples questão de sufixo, fácil de ser consertada. Aquela onda de animação
inoportuna a fez sonhar, e sonhar era seu passatempo preferido, ainda mais se
acordada. E ela decidiu não se levantar, queria aproveitar aquele sopro de
inverno no meio do verão, tão improvável quanto aqueles devaneios malucos
pensados e repensados noites a fora.
Carolina Ribas
Carolina Ribas
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Solitude
A solidão é poética. É incrivelmente irrestrita: doce, ácida, amarga, triste, sonora. Nela por vezes uma pessoa se encontra; no mais profundo silêncio angustiante, pode-se dizer mais do que tudo que outrora não foi dito; pode-se encontrar conforto mesmo se sentindo desamparado. A solidão é paradoxal, é persuasora.
Musa de sonetos, algoz de milhares, tão abstrata quanto sentida. Sente-se só ainda que rodeado por pessoas; a solidão é inoportuna e incompreensível.
É vasta e viver sua plenitude pode ser devastador, é lugar de veraneio e beco sem saída. A solidão é aquela que se faz presente, que leva aos extremos, da qual todos tentam fugir, muitas vezes sem necessidade. A solidão é incerta,costuma ser associada a dor. Mas dela pode-se tirar proveito, afinal como se conhecer sem estar só? Livre de qualquer influência e refletindo nada que não se próprio? Essa reclusa, esse conhecimento próprio,um momento para si, julgo importante. Já ouvi chamarem isso de solitude, palavra graciosa, apesar de soar algo como estranhamento. Adequado.
Carolina Ribas, discorrendo sobre o abstrato
Musa de sonetos, algoz de milhares, tão abstrata quanto sentida. Sente-se só ainda que rodeado por pessoas; a solidão é inoportuna e incompreensível.
É vasta e viver sua plenitude pode ser devastador, é lugar de veraneio e beco sem saída. A solidão é aquela que se faz presente, que leva aos extremos, da qual todos tentam fugir, muitas vezes sem necessidade. A solidão é incerta,costuma ser associada a dor. Mas dela pode-se tirar proveito, afinal como se conhecer sem estar só? Livre de qualquer influência e refletindo nada que não se próprio? Essa reclusa, esse conhecimento próprio,um momento para si, julgo importante. Já ouvi chamarem isso de solitude, palavra graciosa, apesar de soar algo como estranhamento. Adequado.
Carolina Ribas, discorrendo sobre o abstrato
terça-feira, 31 de julho de 2012
Deixar partir
Não adianta, por mais que se queira ou que se tente algumas coisas nunca voltarão a ser como eram antes, ou do jeito que você pensava que eram. Algumas coisas já vem destinadas ao fracasso, e por mais louvável que pareça lutar em prol do sucesso aparentemente condenado, destino é destino. Outras deixam-se perder, seja pela distância, pelos desentendimentos, pelo conflito de interesses. Não tira o mérito do que foram antes, se realmente foram.
As vezes é necessário guardar as lembranças na mala, e talvez abri-la de vez em quando e se sujeitar a certa nostalgia, e seguir em frente. Por mais que doa, por mais que pareça inaceitável; porque pra mim sempre parece. É necessário que se entenda que por mais que se lute, que se tente, unir os cacos não faz o espelho voltar a refletir e ainda pode cortar suas mãos. Já cansei de interpretar o papel ingênuo de quem tenta reconstruir o passado.
O passado diz o que fomos um dia, a habilidade de seguir em frente reflete nosso amadurecimento. Desapego é a palavra do dia, em todos os sentidos. Desapegar-se de tudo que traz dor, tudo que atrasa, desapegar-se da tristeza e do desânimo. Colher os louros e seguir em frente.
Lembrar com saudade do que se foi, ansiar pelo que virá. Ah, doce angústia eterna da existência
Carolina Ribas, apenas desabafando
As vezes é necessário guardar as lembranças na mala, e talvez abri-la de vez em quando e se sujeitar a certa nostalgia, e seguir em frente. Por mais que doa, por mais que pareça inaceitável; porque pra mim sempre parece. É necessário que se entenda que por mais que se lute, que se tente, unir os cacos não faz o espelho voltar a refletir e ainda pode cortar suas mãos. Já cansei de interpretar o papel ingênuo de quem tenta reconstruir o passado.
O passado diz o que fomos um dia, a habilidade de seguir em frente reflete nosso amadurecimento. Desapego é a palavra do dia, em todos os sentidos. Desapegar-se de tudo que traz dor, tudo que atrasa, desapegar-se da tristeza e do desânimo. Colher os louros e seguir em frente.
Lembrar com saudade do que se foi, ansiar pelo que virá. Ah, doce angústia eterna da existência
Carolina Ribas, apenas desabafando
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Immersione
A imensidão devastadora devora meus sentidos, o silêncio é inquietante e
corta noite a fora , sinto tudo, cada partícula da brisa gélida que me cerca,
inunda meu corpo com pequenas ondas de torpor. Estou no meio das contradições,
um mínimo misto de angústia e felicidade invade meus pensamentos.
Surrupiadora de estrelas, colecionadora de sonhos, poeta desregrada das
noites frias e vazias de inverno, perdida na inconstância de seus próprios
devaneios, perdida em algum lugar dentro de si, buscando a plenitude de um ser
que não sei se vivo ou habito,seguindo os sonhos de um “eu” que nem sei bem
quem é.
Vejo-me livida, só, despida de
minhas amarras, livre de preconceitos, livre de nuances. Preto no branco,
desinibida e certa, peito a mostra para a vida, cara a tapa.Exposta no papel,
livre interpretação. Moldo nas palavras a plenitude do meu ser, tentativas vis
de eternizar-me, de transcender ou burlar tanto a vida quanto a morte.
Por muito tempo me escondi, mas não mais. Detrás de falsos moralismos,
falsas pretensões, minha essência na obscuridade. Mas como ansiava por luz
própria, não o pude negar.
Que grite! Que chore! Me exponho.. Na busca de mim mesma, me liberto
como posso, ou como quero. Na medida do possível, toda brecha e oportuna, na
busca de ser eu.
Carolina Ribas, discorrendo sobre ela mesma
Carolina Ribas, discorrendo sobre ela mesma
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Intrínseco
Sou vento, sou fogo, sou caminho
Sou o centro do redemoinho
Sou explosão, sou nostalgia
Sou a música e a sinfonia
Mesquinho, falho, perigo
Viajante a procura de abrigo
Vil, intolerante
Livro em branco, intrigante
À procura, à esmo. À batalha!
Soco, chute, navalha
À imbecilidade…
A busca de paz, piedade.
Sou desejo, sou feto, sou vida
Cálice a perfeita medida
Seda do mais puro fio
Entretanto, vazio
Sou pressa, sou incerteza
Descuido da natureza?
Sou esperança e sou o dano
Incompreensível, ser humano.
Carolina Ribas, se metendo a poeta
terça-feira, 10 de julho de 2012
Speranza
Delicadeza do ser, da alma, da palavra. A suavidade que muitas vezes passa despercebida no cotidiano conturbado, que deveria ser abertamente apreciada, pela simplicidade e beleza que carrega em si. O sopro de vida, que mesmo inerente nos seres humanos, parece deixado de lado, assim como a esperança que um dia permeou a mente de tantos.
A delicadeza guarda em si o benefício da dúvida, do desconhecido, por não ter forma nem localidade certa... Por ser frequentemente encontrada ainda que não procurada, ainda que nos momentos aparentemente menos propícios, é quase um presente.
Acredito, ainda que tolamente, que a felicidade reside em pequenos gestos, e no cotidiano. Penso, que fé e esperança são mais do que crença cega, que valem a pena, apesar de tantos pesares. Chame de insanidade, de infantilidade, de utopia que seja, mas acredito no ser humano com todo seu potencial e falhas, acredito na "humanidade" do mundo, se é que isso faz algum sentido remoto.
A delicadeza guarda em si o benefício da dúvida, do desconhecido, por não ter forma nem localidade certa... Por ser frequentemente encontrada ainda que não procurada, ainda que nos momentos aparentemente menos propícios, é quase um presente.
Acredito, ainda que tolamente, que a felicidade reside em pequenos gestos, e no cotidiano. Penso, que fé e esperança são mais do que crença cega, que valem a pena, apesar de tantos pesares. Chame de insanidade, de infantilidade, de utopia que seja, mas acredito no ser humano com todo seu potencial e falhas, acredito na "humanidade" do mundo, se é que isso faz algum sentido remoto.
Carolina Ribas, discorrendo sobre sua fé na vida
Sublimar
Minhas palavras sempre saem meio melodiosas, com um quê de poesia que
muitas vezes não me permite ser levada tão a sério, retém um quê de boemia e são
pouco rebuscadas, nem sempre seguem uma ordem de raciocínio lógico, e nem
poderiam ,uma vez que advém de mim. Tento da melhor forma possível transmitir
essa mensagem, sem saber quem atingir muito menos com que intuito, escrevo pelo
desejo simples e puro de eternizar as palavras. Porque a vida tem disso,
eterniza aquilo que se mostra mais simples, por alguma conveniência que não me
cabe julgar.
Em meio a julgamentos falhos e valores questionáveis, são poucas as
coisas que se mostram incorrompíveis, e essas coisas são as que intrigam, as
que em meu ver valem a pena. Cada sonho, cada verdade, cada mínimo sinal de
esperança, todo e qualquer sorriso, ou riso, ou criança. Encanta sim, nesse
mundo inóspito, alguns valores se manterem inerentes, algumas felicidades se
provarem verdadeiras, sentimentos se mostrarem valiosos.
As vezes a vida nos contempla com oportunidades, com chances, chame de
misticismo, de crença se quiser, mas a verdade é que cada dia é uma surpresa,
cada dia um desafio. Todo dia nos é possibilitado um novo recomeço, apesar de
nunca se saber qual recomeço será o último. Cada escolha é uma gama de
possibilidades, cada pessoa é um mar de aprendizado. Assim como cada livro
conta sua história ao decorrer das páginas, não se pode esperar viver sem
chegar ler buscando chegar ao final.
Resolvi escrever com a simples motivação de sentir o dia em sua
plenitude, de sentir a vida, pelo fio de esperança que cisma em queimar dentro
de mim, pelos meus sonhos que teimam em não ser guardados, pela beleza das
palavras... Escrevo a ponto de talvez não dizer coisa nenhuma, ou de dizer
muita coisa, não sei, a vontade de exprimi-las foi maior do que qualquer
significado ou significância que pudessem abranger, a verdade é essa.
Est la vie, la vivre, dans toute sa plénitude!
Carolina Ribas, mais uma vez a discorrer sobre coisa alguma
La vie
Em verdade vos digo,nada é eterno senão a eternidade do teu ser.
Findam-se as paixões, passam-se os anos,mudam as estações e o que prevalecerá
por fim é aquilo que realizastes, aquilo que realizou-te. Nada se leva da vida,
que não o que dela viveste, então não devestes temer a vida, nem desperdiçar o
que ela oferta. Tudo que se desprende da essência do ser deverá conter um quê
de intensidade, cada segundo será vivido de forma a ser imortalizado na
memória. Todos as boas palavras serão ditas, todas as vontades e paixões serão
vividas ao máximo, se assim for buscado e conquistado. Até que finda a
existência sobre a Terra, como em um auto que acaba por fechar as cortinas após
o último ato, e assim se constatará com felicidade, a satisfação de um ótimo
espetáculo.
Carolina Ribas, discorrendo sobre o viver
Um relicário imenso..
Cálida, gélida, embevecida de um prazer sobre humano que outrora fora-me
negado. Desperta para aquilo que não havia me atentado antes, e que
indispensável já era e assim continuou. Perdida em meio a andanças, lambanças,
estranhezas, descobrindo o que de fato é relevante. Confiante? Estonteante.
Rima irrelevante, fraqueza poética, melodiosa demais.
Intriga-me a leveza, a suavidade tem seu quê de charme, escondia em meio
à escombros, resquícios de uma sociedade em alarde. O contentamento que o
simples causa, a felicidade advinda do sutil, tudo reprimido, escondido,
engolido por esse mundo vil. Pare com rimas ! Escrita juvenil..
A música, a arte, o todo ou cada parte, tudo aquilo que contribui com o
deslumbramento. Através das adversidades, mesmo em pranto, mesmo alarde, a
esperança se mantém. Tem fé, tem confiança, acredita tola criança! É aqui que
reside teu bálsamo. E que quanto mais queira seja quanto mais busque. Lute!
Erga-se! Não esmoreça.. O mundo quer teus sonhos espalhados pelo chão, cacos e
mais cacos de uma grande coleção. Mas não deixe.Ora bolas, eu me peço? Não, eu
me clamo.
Carolina Ribas, discorrendo sobre nada
Bienvenue
Mais uma vez, deparo-me perdida e absorta dentro de mim mesma, com as dúvidas que até então não foram esclarecidas e muitas outras mais que se apresentaram durante meu caminho. Quando reflito sobre a veracidade do meu ser, do meu eu, não concluo nada, como um ser aleatório perdido dentro de si, tentando encontrar um sentido em tudo que, mesmo que remotamente, possa exprimi-lo.
Eis que me presenteio com a criação desse blog, exposição dos pensamentos e sentimentos, sem nenhum motivo aparente, senão o de me expressar. Como forma de arte, ou de desabafo, simplesmente fazendo o que gosto... Aos que embarcarem, bem vindos ao poço sem fundo que sou eu.
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