Cálida, gélida, embevecida de um prazer sobre humano que outrora fora-me
negado. Desperta para aquilo que não havia me atentado antes, e que
indispensável já era e assim continuou. Perdida em meio a andanças, lambanças,
estranhezas, descobrindo o que de fato é relevante. Confiante? Estonteante.
Rima irrelevante, fraqueza poética, melodiosa demais.
Intriga-me a leveza, a suavidade tem seu quê de charme, escondia em meio
à escombros, resquícios de uma sociedade em alarde. O contentamento que o
simples causa, a felicidade advinda do sutil, tudo reprimido, escondido,
engolido por esse mundo vil. Pare com rimas ! Escrita juvenil..
A música, a arte, o todo ou cada parte, tudo aquilo que contribui com o
deslumbramento. Através das adversidades, mesmo em pranto, mesmo alarde, a
esperança se mantém. Tem fé, tem confiança, acredita tola criança! É aqui que
reside teu bálsamo. E que quanto mais queira seja quanto mais busque. Lute!
Erga-se! Não esmoreça.. O mundo quer teus sonhos espalhados pelo chão, cacos e
mais cacos de uma grande coleção. Mas não deixe.Ora bolas, eu me peço? Não, eu
me clamo.
Carolina Ribas, discorrendo sobre nada
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