Minhas palavras sempre saem meio melodiosas, com um quê de poesia que
muitas vezes não me permite ser levada tão a sério, retém um quê de boemia e são
pouco rebuscadas, nem sempre seguem uma ordem de raciocínio lógico, e nem
poderiam ,uma vez que advém de mim. Tento da melhor forma possível transmitir
essa mensagem, sem saber quem atingir muito menos com que intuito, escrevo pelo
desejo simples e puro de eternizar as palavras. Porque a vida tem disso,
eterniza aquilo que se mostra mais simples, por alguma conveniência que não me
cabe julgar.
Em meio a julgamentos falhos e valores questionáveis, são poucas as
coisas que se mostram incorrompíveis, e essas coisas são as que intrigam, as
que em meu ver valem a pena. Cada sonho, cada verdade, cada mínimo sinal de
esperança, todo e qualquer sorriso, ou riso, ou criança. Encanta sim, nesse
mundo inóspito, alguns valores se manterem inerentes, algumas felicidades se
provarem verdadeiras, sentimentos se mostrarem valiosos.
As vezes a vida nos contempla com oportunidades, com chances, chame de
misticismo, de crença se quiser, mas a verdade é que cada dia é uma surpresa,
cada dia um desafio. Todo dia nos é possibilitado um novo recomeço, apesar de
nunca se saber qual recomeço será o último. Cada escolha é uma gama de
possibilidades, cada pessoa é um mar de aprendizado. Assim como cada livro
conta sua história ao decorrer das páginas, não se pode esperar viver sem
chegar ler buscando chegar ao final.
Resolvi escrever com a simples motivação de sentir o dia em sua
plenitude, de sentir a vida, pelo fio de esperança que cisma em queimar dentro
de mim, pelos meus sonhos que teimam em não ser guardados, pela beleza das
palavras... Escrevo a ponto de talvez não dizer coisa nenhuma, ou de dizer
muita coisa, não sei, a vontade de exprimi-las foi maior do que qualquer
significado ou significância que pudessem abranger, a verdade é essa.
Est la vie, la vivre, dans toute sa plénitude!
Carolina Ribas, mais uma vez a discorrer sobre coisa alguma
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