quarta-feira, 11 de julho de 2012

Intrínseco


Sou vento, sou fogo, sou caminho
Sou o centro do redemoinho
Sou explosão, sou nostalgia
Sou a música e a sinfonia
Mesquinho, falho, perigo
Viajante a procura de abrigo
Vil, intolerante
Livro em branco, intrigante
À procura, à esmo. À batalha!
Soco, chute, navalha
À imbecilidade…
A busca de paz, piedade.
Sou desejo, sou feto, sou vida
Cálice a perfeita medida
Seda do mais puro fio
Entretanto, vazio
Sou pressa, sou incerteza
Descuido da natureza?
Sou esperança e sou o dano
Incompreensível, ser humano.

                          Carolina Ribas, se metendo a poeta

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