A imensidão devastadora devora meus sentidos, o silêncio é inquietante e
corta noite a fora , sinto tudo, cada partícula da brisa gélida que me cerca,
inunda meu corpo com pequenas ondas de torpor. Estou no meio das contradições,
um mínimo misto de angústia e felicidade invade meus pensamentos.
Surrupiadora de estrelas, colecionadora de sonhos, poeta desregrada das
noites frias e vazias de inverno, perdida na inconstância de seus próprios
devaneios, perdida em algum lugar dentro de si, buscando a plenitude de um ser
que não sei se vivo ou habito,seguindo os sonhos de um “eu” que nem sei bem
quem é.
Vejo-me livida, só, despida de
minhas amarras, livre de preconceitos, livre de nuances. Preto no branco,
desinibida e certa, peito a mostra para a vida, cara a tapa.Exposta no papel,
livre interpretação. Moldo nas palavras a plenitude do meu ser, tentativas vis
de eternizar-me, de transcender ou burlar tanto a vida quanto a morte.
Por muito tempo me escondi, mas não mais. Detrás de falsos moralismos,
falsas pretensões, minha essência na obscuridade. Mas como ansiava por luz
própria, não o pude negar.
Que grite! Que chore! Me exponho.. Na busca de mim mesma, me liberto
como posso, ou como quero. Na medida do possível, toda brecha e oportuna, na
busca de ser eu.
Carolina Ribas, discorrendo sobre ela mesma
Carolina Ribas, discorrendo sobre ela mesma
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