Gosto de quem tem tem alma de poeta. Sabe escutar as cores, é capaz de enxergar o som. Absorve de cada mínimo detalhe uma infinidade de sensações e de sentimentos. De quem sente o mundo. Não só analisa como aqueles que se dizem sábios ou cientistas. Se o mundo chora, chora junto; se o mundo conquista, se alegra.
Gosto de quem olha pras estrelas com ternura e admiração, porque sabe que apesar do universo nos fazer ínfimos ainda podemos fazer a diferença em alguma coisa. Gosto de quem tem orgulho de ser quem é, de quem dá a cara tapa pelo prazer de ser do seu jeito. Gosto de quem ama. De quem sonha. De quem faz.
Gosto dos que prezam o sorriso no rosto do outro. Dos que encontram afeto nos fatos. Dos que cantam quando tem dor, e quando não tem também. Gosto dos que tentam melhorar o mundo, que não ligam pros que não acham isso possível. Gosto de quem gosta só por gostar.
Carolina Ribas
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Sem título
Olhe para aquelas pessoas, estão taciturnas e incertas... Estão perdidas no meio de pensamentos que invadem suas mentes, seus corações... Alguns chegam até suas almas. Estão inseguras com suas limitações, preocupadas com seus destinos. Seu semblantes foram claramente modificados pelo tempo, pela rotina. Me pergunto há quanto tempo desconhecem a sensação de serem surpreendidos pela vida.
Olhe bem, olhe-as com a compaixão e amor que merecem. Olhe seus irmãos ao seu lado, todos correndo rumo aos seus próprios objetivos, sem enxergar uns aos outros.Clame para que não percam sua humanidade dentro de si, que não seja tarde demais quando entenderem que nada vale a correr afastado se o fim é o mesmo para todos. Aprenda com eles, aprenda com seus acertos e com seus equívocos.
Ame. Exageradamente, demasiadamente, desmedidamente e incontrolavelmente. Ame sem critérios. Ame tudo que puder. Semeie o amor que vive dentro de você,ele não lhe fará falta, pelo contrário.
Respire. Respire música, poesia, felicidade. Entenda. Entenda que a vida é breve e única. Tente. E se der errado tente novamente. E viva. Somente viva, a ponto de eternizar (não a vida, finda) a alma.
Carolina Ribas
Olhe bem, olhe-as com a compaixão e amor que merecem. Olhe seus irmãos ao seu lado, todos correndo rumo aos seus próprios objetivos, sem enxergar uns aos outros.Clame para que não percam sua humanidade dentro de si, que não seja tarde demais quando entenderem que nada vale a correr afastado se o fim é o mesmo para todos. Aprenda com eles, aprenda com seus acertos e com seus equívocos.
Ame. Exageradamente, demasiadamente, desmedidamente e incontrolavelmente. Ame sem critérios. Ame tudo que puder. Semeie o amor que vive dentro de você,ele não lhe fará falta, pelo contrário.
Respire. Respire música, poesia, felicidade. Entenda. Entenda que a vida é breve e única. Tente. E se der errado tente novamente. E viva. Somente viva, a ponto de eternizar (não a vida, finda) a alma.
Carolina Ribas
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Teus sinais me confundem da cabeça aos pés. (Mesmo assim eu te devoro)
Aquela troca de olhares calada a enlouquecia. Ela queria gritar, mas se limitava a corresponder. Qualquer toque inocente era suficiente para acender suas fantasias. Sabia que era tolice, mas era o efeito colateral dele. Da boca que anunciava o sorriso sarcástico que a fazia estremecer, podia imaginar todo tipo de palavra, ditas das mais diversas formas.
Divertia-se imaginando as formas. As formas que aquela boca, que teimava em ficar longe da sua, diriam as palavras doces e quentes que queria ouvir há tempos. O que mais aquela boca seria capaz de fazer? O que ele seria capaz de fazer? Imaginava... Pensava em algo com vigorosidade e carinho, um puxão de cabelo e o hálito quente na nuca, causando o arrepio que já conhecia. Mas sabia que seria novo! Ela já o havia sentido antes, não seria o primeiro ou o último, mas ela sabia que seria diferente.
Diferente porque? É verdade que ele correspondia a suas preferências físicas mais peculiares; o maxilar quadrado, o sorriso cativante, o os olhos penetrantes, até sua altura e tom de pele correspondiam fielmente as suas predileções. Mas não era somente por isso, e ela sabia. Ele era mestre no jogo perigoso, que era o seu predileto. O jogo nem sequer tinha nome, mas a verdade é que ele conhecia todas as regras. Impossível de interpretar, de antecipar os movimentos ou adivinhar pensamentos; ele era interessante. Interessante a ponto de arrebatar a curiosidade dela, que perdia o interesse tão facilmente. Era ávida por novidades, e ele parecia se tratar de uma eterna novidade.
Ela queria experimentá-lo. Queria entendê-lo, pouco a pouco... Fazer parte daquele jogo, mostrar que podia competir a altura. Estremecê-lo e interessá-lo. Levá-lo ao delírio, fazê-lo imaginar também. Enquanto fosse interessante, enquanto o jogo estivesse divertido. Caetanear, Djavanear, trocar dia por noite, infinito por minuto. Mas ela continuava a se perder naqueles olhos.
Carolina Ribas
Divertia-se imaginando as formas. As formas que aquela boca, que teimava em ficar longe da sua, diriam as palavras doces e quentes que queria ouvir há tempos. O que mais aquela boca seria capaz de fazer? O que ele seria capaz de fazer? Imaginava... Pensava em algo com vigorosidade e carinho, um puxão de cabelo e o hálito quente na nuca, causando o arrepio que já conhecia. Mas sabia que seria novo! Ela já o havia sentido antes, não seria o primeiro ou o último, mas ela sabia que seria diferente.
Diferente porque? É verdade que ele correspondia a suas preferências físicas mais peculiares; o maxilar quadrado, o sorriso cativante, o os olhos penetrantes, até sua altura e tom de pele correspondiam fielmente as suas predileções. Mas não era somente por isso, e ela sabia. Ele era mestre no jogo perigoso, que era o seu predileto. O jogo nem sequer tinha nome, mas a verdade é que ele conhecia todas as regras. Impossível de interpretar, de antecipar os movimentos ou adivinhar pensamentos; ele era interessante. Interessante a ponto de arrebatar a curiosidade dela, que perdia o interesse tão facilmente. Era ávida por novidades, e ele parecia se tratar de uma eterna novidade.
Ela queria experimentá-lo. Queria entendê-lo, pouco a pouco... Fazer parte daquele jogo, mostrar que podia competir a altura. Estremecê-lo e interessá-lo. Levá-lo ao delírio, fazê-lo imaginar também. Enquanto fosse interessante, enquanto o jogo estivesse divertido. Caetanear, Djavanear, trocar dia por noite, infinito por minuto. Mas ela continuava a se perder naqueles olhos.
Carolina Ribas
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Alguma coisa sobre fé
Que as dores do mundo sejam sentidas.E não somente sentidas, combatidas. Que mais do que oferecer julgamentos, se ofereça uma mão amiga ou disposta a concretizar mudanças. Que mais do que buscar os culpados, se aniquile a raiz do problema. Que nos importemos com o que está fora da nossa zona de conforto. Que lutemos juntos com nossos irmãos que tiveram as chances usurpadas, e sonhos adiados. Que o objetivo sumo seja o bem estar coletivo. Que antes de buscar uma mudança nos outros, concretizemos uma mudança em nós mesmos, e que tenhamos força para tal. Que depois de mudar a si próprio, tente-se incentivar a mudança de outros. Que a "humanidade" dos seres humanos lhes sirva para olhar para os outros seres vivos. Que tenhamos fé, em qualquer coisa. Fé na vida, no presente, nas pessoas, em Deus. Que tenhamos sonhos, e os persigamos por mais impossíveis que pareçam. Que não nos tornemos indiferentes.
Carolina Ribas
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Beyond
É novo, é tudo novo. São amplas e desconhecidas possibilidades, que se revelam aos montes. Estou bagunçada... Não que alguma vez eu já tenha estado arrumada, parece incompatível com a minha condição de ser humano. Teimo em dizer que sou uma bagunça ambulante, e digo porque é a verdade, nada que se relacione a mim é certo, organizado ou regrado; há quem diga que é um defeito, eu prefiro pensar que é uma peculiaridade. Mas a verdade é que mudanças me bagunçam mais, a auspiciosidade que delas provem deturpa minha razão.
O surgir de novas alternativas abre espaço para o novo e desconhecido, tão temido, mas possivelmente maravilhoso. O receio e a ansiedade colorem o caminho, algum tipo de arte abstrata e perturbadora, do tipo que demanda tempo e atenção para ser entendida. O futuro é o amanhã de cada dia, sempre tão próximo e presente e ainda assim distante e enigmático, é a motivação da vida e o seu maior algoz, por ser tão deslumbrante e inatingível.
O surgir de novas alternativas abre espaço para o novo e desconhecido, tão temido, mas possivelmente maravilhoso. O receio e a ansiedade colorem o caminho, algum tipo de arte abstrata e perturbadora, do tipo que demanda tempo e atenção para ser entendida. O futuro é o amanhã de cada dia, sempre tão próximo e presente e ainda assim distante e enigmático, é a motivação da vida e o seu maior algoz, por ser tão deslumbrante e inatingível.
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